Inspiração: Aprendendo com Corpos Negros e Dança Ancestral
Esta postagem faz parte de uma série de posts do blog para lembrar e refletir sobre os dias 21 de março, Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, e o dia 25 de março, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Tráfico Transatlântico de Escravos.
Mas não é para falarmos de coisas ruins, e sim de coisas boas! Nosso país tem um legado cultural fortíssimo, e como falei em postagens desta mesma série, o corpo de Cristo é plural, e o corpo do cristão quando canta, dança, bate palma e fala, não é neutro: tem história!
Então, trago aqui algumas imagens de inspiração, para aprendermos com corpos negros e danças ancestrais um pouco mais desse legado e de nossa diversidade.
E se você não leu, sugiro a leitura da postagem Dança, Fé e Consciência: Um Chamado contra a Intolerância e o Racismo, antes de ler este post, e também os outros posts da série, para deixar o preconceito de lado, o tratamento genérico à cultura africana e afrobrasileira, a apropriação cultural e o apagamento histórico, a fim de não trabalhar os movimentos em forma de "cópia", mas com consciência corporal, compreendendo que faz parte de nossa própria história e da construção da Igreja como corpo plural.
1. FORMAÇÕES DE GRUPOS
2. DUPLAS E PAS DE DEUX
3. DIFERENTES PLANOS COMBINADOS
4. PLEXO SOLAR
E para concluir, gostaria de deixar um vídeo aqui da apresentação da cantora Raquel Santiago, no Troféu Gerando Salvação, edição de 2022. A apresentação traz um medley com músicas africanas tradicionais gospel da África do Sul, algumas de origem banto e outras cantadas no idioma zulu. A apresentação também traz coral e grupo de dança, e foi bastante respeitosa em relação aos movimentos, trajes e cantos, sem trazer uma caracterização caricata. Participação massiva de pessoas negras e transmissão, nos telões, de pessoas africanas dançando danças tradicionais. Foi uma das poucas apresentações gospel que prezou pela homenagem e não pelo estereótipo. Destaque: os que participavam não estavam "fantasiados" da cultura zulu, o que seria terrível. Mas utilizavam roupas modernas com referências às estampas da África do Sul, sem também tratar a África de forma genérica.
Soli Deo gloria.

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