sábado, 12 de abril de 2014

Ballet é coisa de menino!

Quem disse que Ballet foi feito para meninas?





A história conta que ele foi feito para meninos também.

Apesar disso, muitos casos, como o da Professora de Ballet, Inara da Silva Santos, acontecem ainda hoje.


"Numa turma com crianças da idade de 3 a 4 anos, as crianças me receberam com festa e euforia de costume, todas queriam contar alguma novidade, quando um dos meninos, um pouco ansioso, seguiu falando: 'tia Inara... tia Inara eu...' Eu completei perguntando: 'Você também vai fazer ballet?' Ele se retraiu e disse que não, que o pai havia dito que menino não faz ballet."

Se as meninas podem jogar futebol, por que os meninos não podem falar ballet?

"Embora vivamos num contexto social em que os meninos rebolam o tempo todo, tentando imitar alguma "celebridade" da indústria musical, quando alguém fala que menino não pode fazer ballet, torna isso um tabu, o que é absurdo." diz Inara.


Quando um menino começa no ballet não quer dizer que ele tenha tendências homossexuais. E se tiver, não é o futebol ou o boxe que irá reverter o quadro.

Consequências da prática do ballet para meninos: corpo harmonioso com músculos flexíveis, fortes e bem definidos (melhor que academia), disciplina, capacidade de concentração e memorização, acesso a outras culturas, desenvolvimento de ritmo e musicalidade, acesso à arte de modo geral, profissionalização com possibilidade de carreira internacional e a certeza de que a prática do ballet não provoca a mudança de gêneros. Fonte.


O que você faria se seu filho dissesse: "Quero ser bailarino, quero fazer ballet"? Brigaria com ele? Colocaria ele numa escola de futebol? Levaria ele ao psicólogo? Faria uma oração?

De acordo com a bailarina Mônica Mion, os meninos só entram no ballet, em sua maioria, após os 15 anos de idade, quando tem melhor estabilidade emocional para assumir essa escolha perante a família e a sociedade. Fonte.

Mas o fato de a dança ser tão leve, com movimentos etéreos e delicados na mente de alguns, as pessoas acreditam que isso irá favorecer o homossexualismo nos homens.

Isso não é a regra. O homossexualismo não se define pela atividade que a criança faz. Veja, quantos homossexuais nunca tiveram aulas de dança ou ballet na vida?

Gleidson Vigne foi campeão de judô quando era pequeno, chegou a jogar futebol no Flamengo por três anos. Teve sua primeira aula de dança aos 17 anos, no curso técnico de Educação Física. Como namorava uma menina que fazia ballet, interessou-se ainda mais pela atividade. "Quando meu pai soube que eu estava dançando, ficou muito bravo. Foi ao colégio para conversar com o diretor, brigou com o professor e fez escândalo" conta Gleidson.



Porém ele não desistiu: Largou o futebol, entrou numa escola de dança em fevereiro de 1994, em junho do mesmo ano já era profissional. Seu pai cortou a mesada na esperança que ele largasse as sapatilhas e voltasse a jogar. De nada adiantou. Gleidson começou a ganhar dinheiro suficiente para se manter.

"Meu pai, meus parentes e amigos só aceitaram a minha escolha quando comecei a aparecer na mídia. Aí eles perceberam que eu tinha me tornado um bailarino, um artista, não um homossexual." afirma Gleidson.

"Já fiquei muito chateado, mas o importante é que o preconceito foi vencido. Hoje meu pai se orgulha do meu sucesso e meus amigos me admiram." confessa. Muitas vezes se divertia com a reação dos antigos colegas do futebol: "quando voltava ao Rio e dizia ao pessoal do Flamengo que eu estava fazendo ballet, eles se despediam rapidamente, receosos de serem chamados de gays por estarem conversando comigo."

Hoje, aos 24 anos, Gleidson é bailarino contemporâneo do Balé da Cidade de São Paulo, um dos grupos de dança do Teatro Municipal, e é casado há 3 anos com Andréa Thomioka, também bailarina. Fonte.

Ele não é a exceção à regra, não é o único menino que não "virou" gay por estudar ballet. Existem outros casos, inclusive brasileiros.

Um deles é o Marcelo Mourão, amazonense, integrante do American Ballet Theater de Nova Iorque. Mora em Nova Iorque, namora a também bailarina Adrienne, integrante do mesmo ballet.

Marcelo Mourão

Alex Soares, 19 anos, membro do Balé da Cidade de São Paulo, recebeu apoio dos pais desde o início da carreira. Alex continua a jogar futebol com os amigos e não é homossexual.

Alex Soares

Robson Lourenço, 31 anos, abandonou o emprego bancário e a faculdade de jornalismo para buscar verdadeira realização profissional. Também faz parte do Balé da Cidade de São Paulo. Quase matou sua mãe de susto, quando levou uma malha para lavar em casa, e ela pensou que ele tinha "virado" homossexual.

Robson Lourenço

Um filme que retrata bem isso é Billy Elliot, um menino que o pai matriculou no pugilismo, mas queria fazer ballet. Enfrentou o preconceito da família, mas se tornou um grande bailarino. Nem por isso se tornou homossexual. Seu melhor amigo, homossexual, nunca havia feito ballet.

Veja o trailler:




Sentimos muita carência de homens no ballet hoje. Principalmente nas igrejas. Os bailarinos homens têm mais força nos braços para que as mulheres façam seus números aéreos, têm mais força nas pernas e nos pés para executar números de saltos e piruetas no ar, e geralmente os homens na igreja ficam de lado nessa área.

Venícius Passos, no Núcleo de Danças Venícius Passos, em Recife, é um bailarino classico e contemporâneo, professor de dança, coreógrafo, MINISTRO DE DANÇA da Igreja Batista Viva, em Candeias. E não é homossexual.





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6 comentários:

  1. meu filho de 8 anos faz balé clássico para adorar a Deus através da dança..e outro filho meu faz estreat dance..

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  2. Meu filho faz balé desde 3 anos de idade, está com 6 e adora dançar e já está no TAP também! O preconceito infelizmente existe. A arte e a cultura no nosso Brasil é um desafio constante

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  3. Meu filho faz balé desde 3 anos de idade, está com 6 e adora dançar e já está no TAP também! O preconceito infelizmente existe. A arte e a cultura no nosso Brasil é um desafio constante

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  4. E eu aqui, tentando convencer meu marido que o meu filho pode fazer balé ano que vem, na escolinha... Mas para ele, " vai ser tachado de a 'bichinha' da turma" e vai sofrer danos psicológicos permanentes porque quero que ele experimente o balé.

    Estou muito triste!

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